O grupo do mestrado de Juliana Bustamante reunido em pesquisa de campo na Alemanha

Já imaginou cursar um mestrado na área de desenvolvimento sustentável na Alemanha, fazer pesquisa de campo no Vietnã e apresentar um artigo na África do Sul? Pois a ex-bolsista do DAAD Juliana Bustamante conjugou essas experiências entre 2014 e 2016 como participante do EPOS, o programa de pós-graduação nas áreas de desenvolvimento sustentável do DAAD. Na segunda entrevista da série “Brasilidaad”, a carioca Juliana Bustamante conta um pouco sobre seu mestrado na Alemanha e compartilha conselhos para quem pensa em se candidatar ao EPOS. A lista de cursos em universidades alemãs participantes do EPOS com inscrições abertas será divulgada em breve aqui no site!

Juliana fez seu mestrado na Georg-August-Universität Göttingen. Durante a temporada na Alemanha, ela participou de duas atividades acadêmicas promovidas pelo DAAD que a levaram para os outros países estrangeiros. No terceiro semestre do mestrado, Juliana e seus colegas foram para o Vietnã desenvolver o trabalho de campo “Plano de Manejo Florestal”. Em cinco semanas no país asiático, eles produziram um inventário florestal. Integrante da equipe de pesquisa de política florestal, Juliana realizou entrevistas com moradores de comunidades rurais, autoridades locais e ONGs. Já na África do Sul, a brasileira participou, a convite do DAAD, do workshop “Bridging the gap between information needs and forest inventory capacity", promovido em parceria com a Universidade de Stellenbosch. Na ocasião, ela apresentou o artigo “Monitoring of Ecological Restoration in the Atlantic Forest of Brazil" (Bustamante, J., Kirgizbekova, R.). Juliana aproveitou a passagem pela África do Sul para participar do World Forestry Congress 2015.

Os participantes do workshop na África do Sul

Segundo a ex-bolsista, “foi uma excelente experiência para desenvolver minhas habilidades acadêmicas, pois me ajudou a ter agilidade para escrever a dissertação de conclusão do curso”.

Como você escolheu a Alemanha e o Programa EPOS?
Juliana Bustamante: Escolhi estudar na Alemanha pelo reconhecimento que o país tem na área ambiental, que eu queria estudar. Sempre observei na mídia e na ciência bons exemplos da Alemanha nessa área. Na verdade, escolhi o mestrado primeiro e o programa EPOS se encaixou nas minhas necessidades e perfil.

O Programa EPOS pede experiência profissional prévia de dois anos. Conte um pouco sobre sua trajetória e de que maneira ela ajudou durante o mestrado.
Juliana Bustamante: Sou formada em Ciências Sociais, pós-graduada em Gestão Ambiental e, recentemente, me tornei mestre em Ciências Florestais e Ecologia ("Tropical and International Forestry"). Eu possuía experiência de mais de três anos na área ambiental antes de iniciar o mestrado. Trabalhava na ONG Instituto Terra de Preservação Ambiental na área de gerenciamento e monitoramento de projetos ambientais. Tudo isso me ajudou de diversas formas durante o mestrado. Principalmente porque pude compartilhar muitas experiências profissionais com meus colegas. Por exemplo, tive a oportunidade de apresentar projetos em que trabalhei em sala de aula. Também ajudou porque eu absorvia o conteúdo e escolhia as disciplinas eletivas pensando em como eles poderiam se encaixar nos meus objetivos profissionais futuros. Por fim, acho que minha experiência profissional e acadêmica múltipla ajudou a lidar com as adversidades e desafios do dia a dia de forma mais madura.

Qual conselho você daria para quem pensa em se candidatar ao Programa EPOS?
Juliana Bustamante: Aconselho escolher bem o curso que deseja e se preparar com antecedência. O processo todo desde a escolha até a seleção e confirmação do aceite demanda tempo. Eu levei um ano ao todo. Então, é preciso se planejar e ficar atento aos prazos e exigências. Além disso, dependendo do curso, precisamos ter proficiência em inglês ou alemão e as notas exigidas variam de curso para curso.