José Celso Freire Junior, presidente da FAUBAI, com Martina Schulze na entrega da homenagem ao DAAD

Mais importante evento sobre internacionalização da educação superior do Brasil, a conferência anual da FAUBAI incluiu na abertura de sua 30ª edição uma homenagem ao DAAD e outros parceiros. Na emocionante cerimônia realizada no dia 15 de abril na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a diretora do DAAD para o Brasil, Martina Schulze, recebeu a homenagem do presidente da Associação Brasileira de Educação Internacional (FAUBAI), José Celso Freire Junior. Em seu agradecimento, Martina Schulze encorajou a associação a continuar seu importante trabalho com determinação nesse período de turbulências e cortes orçamentários na educação pública e na ciência brasileiras, como também destacou José Celso em sua fala.

“Estamos numa das mais importantes universidades públicas desse país, que vem passando por dificuldades enormes nos últimos anos. Nossa presença aqui demonstra nosso apoio à Uerj. Uerj resiste”, afirmou o presidente da FAUBAI, que se emocionou, ainda, citando o assassinato da vereadora Marielle Franco e a violência na cidade: “A educação é uma alternativa poderosa para reverter essas tendências”.

Após fazer um relato sobre a criação da FAUBAI em novembro de 1988, José Celso destacou a grande adesão à conferência que marca os 30 anos da associação: são 748 participantes de 28 países reunidos no Rio de Janeiro para discutir o tema “Internacionalização e pesquisa: desafios e estratégias”, numa série de palestras, workshops e mesas-redondas. Na abertura, foram homenageadas também as agências Campus France, EducationUSA, ETS (Educational Testing Service), Education in Ireland e British Council.

A apresentação do Coral Altivoz, da UERJ, na abertura da 30ª conferência anual da FAUBAI

A cerimônia teve, ainda, a fala de Ruy Garcia Marques, reitor da Uerj, e uma bela apresentação do Coral Altivoz, da mesma universidade, com repertório de música brasileira. Outro destaque da noite foi a inspiradora palestra da fotógrafa brasileira Angélica Dass, hoje radicada em Nova York, que apresentou seu projeto Humanae. Depois de se apresentar como “fruto da educação pública de qualidade” e ex-aluna do Cefet e da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Angélica exibiu parte dos cerca de 4.000 retratos do projeto que criou para desmistificar a questão da cor e raça, além de debater a ideia de igualdade. Fazendo referência à escala de cores Pantone, a fotógrafa cria grandes painéis com centenas de tons de pele, trabalho já exposto em várias cidades do mundo, incluindo as ruas de São Paulo. Numa nova fase, Angélica desdobrou seu projeto numa abordagem educacional com crianças e adolescentes, encorajados a pintar retratos de pessoas em suas muitas cores. Sua faceta de educadora serviu como pontapé inicial para as discussões da FAUBAI no Teatro Odylo Costa Filho.