No contexto da pandemia de Covid-19, o DAAD busca responder aos desafios que se colocam para a cooperação acadêmica internacional e às dificuldades para promover a mobilidade de estudantes e pesquisadores. Lançado em 2020, o novo programa “International Virtual Academic Collaboration” (IVAC) fornece apoio prático aos professores e apoio estratégico às instituições de ensino superior no estabelecimento e expansão da cooperação internacional e da mobilidade num contexto digital.

Na última seleção, foram contemplados 60 projetos, entre eles dois com a participação de universidades brasileiras. O primeiro é um projeto transdisciplinar voltado para a saúde chamado “JITOHealth”, que reúne a Universidade de Munique (LMU), a Universidade Federal do Espírito Santo, a Universidade Federal do Paraná, a Universidade Católica de Moçambique e a instituição Kolegji AAB (Kosovo). O segundo projeto com participação de uma instituição brasileira é relacionado à linguística e estudos culturais. Proposto pela Universidade de Göttingen, ele tem o Instituto Ivoti representando o Brasil, além de instituições de Israel, Turquia e Chile. Confira aqui a lista de todos os projetos selecionados em 2021.

Em 2020, a seleção também contemplou dois projetos com a participação de instituições brasileiras, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro e o Centro Universitário Christus, de Fortaleza. Veja a lista aqui.

Em busca de formatos de colaboração inovadores

O IVAC oferece uma ampla gama de oportunidades de financiamento, desde a criação de formatos de colaboração inovadores e expansão das habilidades digitais de estudantes universitários até processos de digitalização entre universidades. Professores e pesquisadores conectados com colegas no exterior ganham por meio do IVAC a possiblidade de desenvolver suas atividades de forma colaborativa e digital para não somente superar fronteiras, mas também fazer uma relação temática entre disciplinas e entrecruzar níveis de qualificação acadêmica. É possível, por exemplo, desenvolver módulos de ensino com parceiros estrangeiros.

O fomento pode incluir estudantes no bacharelado, mestrado e doutorado, bem como pesquisadores e professores. Acadêmicos brasileiros envolvidos em parcerias podem analisar em conjunto com os colegas alemães as possiblidades do programa, detalhado neste link (em alemão e inglês). A proposta é submetida pela instituição alemã.